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29 junho 2013







Bem dizem que não devemos escolher o livro pela capa, mas confesso que esse eu comprei pela capa, via tanta tristeza na capa que dava vontade de chorar.E como eu chorei... Me emocionei em muitos  momentos com a trajetória de Liesel Meminger contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã,  onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. Lá conhece Hans Hubermann, seu pai adotivo de olhos cristalinos e personalidade calma e bondosa, que irá se tornar o melhor amigo de Liesel. E também conhece sua mãe adotiva. Rosa Hubermann, de postura atarracada e irritadiça irá tratar Liesel de uma maneira cruel.
Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade.
E foram esses livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada
diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte. O gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas seriam mais tarde aplicadas ao contexto da sua própria vida.

 O australiano Markus Zusak conquistou os leitores com esta história contada pela Morte,
 sobre uma menina que encontra nos livros que rouba um abrigo para sobreviver à Segunda Guerra.
Uma história linda e emocionante.

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