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25 agosto 2013

Um Amor Para Recordar



Quando tinha dezessete anos, a vida de Landon Carter mudou para sempre. Isso foi há quarenta anos, quando ele se viu diante de um impasse que pode ser catastrófico para um rapaz dessa idade: arrumar uma companhia para o baile de formatura. Landon já havia namorado uma garota, Angela, mas antes das férias daquele verão ela o havia trocado por um rapaz mais velho e com um carro mais bonito. Não que Landon não tivesse dinheiro. Era filho de um dos únicos políticos da pequena Beaufort, na Carolina do Norte, tinha uma bela casa, um carro e frequentava com os pais os melhores restaurantes da cidade. Mas naquele ano, não tinha mais nenhuma opção feminina para acompanhá-lo ao baile em honra aos ex-alunos da escola.
Todas as mais bonitas já haviam sido convidadas e só lhe restavam as que usavam óculos de fundo de garrafa ou as de língua presa. A última esperança era encontrar alguém no álbum de retratos dos alunos da escola. Foi lá que encontrou Jamie Sullivan. Depois de resistir por quase uma hora, folheando o livro de trás para frente, Landon teve de dar o braço a torcer e aceitar que Jamie era sua opção mais razoável, a não ser que quisesse ficar servindo ponche e limpando as poças de vômito nos banheiros, que era o que os rapazes desacompanhados acabavam fazendo nos bailes.


A história é narrada por Landon anos mais tarde. Com um toque de melancolia ele conta a sua dramática história de amor. Como todos os livros do autor, os personagens vão se amadurecendo gradativamente, neste caso, Ladon vai mudando seu comportamento a cada dia que se vê mais apaixonado por Jamie e ainda percebe que a opinião dos outros não importa.


Em 2002 baseado no livro  de Nicholas Sparks virou filme e foi dirigido por Adam Shankman e produzido por Denise DiNovi e Hunt Lowry, para a Warner Bros. Pictures. Os atores Mandy Moore - Jamie Elizabeth Sullivan  e Shane West - Landon Rollins Carter, encarnaram as personagens principal do romance. 



Boa leitura...

18 agosto 2013

Entre o agora e o nunca



Com uma linguagem atual, crua e, algumas vezes até chocante para os mais sensíveis, J. A. Redmerski nos apresenta Camryn, uma jovem atormentada por uma fatalidade e vários revezes - o namorado morreu em um acidente de carro, o ex-namorado a traiu e o irmão está preso. E no meio disso tudo, Camryn tem que lidar com um trabalho que não gosta, a mãe voltando à adolescência e com Damon, o namorado da melhor amiga, Nat, revelando que sempre foi apaixonado por ela.

Sentindo-se sufocada, Camryn junta poucos pertences em uma mochila e parte em busca de uma vida mais simples, menos normal e menos complicada, pegando um ônibus rodoviário para lugar nenhum. Na sua ânsia de se afastar de tudo e de todos, Camryn não pesou os prós e contras de pegar a estrada sozinha (jovem, loira, de 20 anos, solta no mundo real) e é no ônibus para Idaho que Cam conhece Andrew e a partir daí a narração é feita pelos dois personagens principais.

Andrew está voltando para casa para ver o pai - morrendo com um câncer terminal no cérebro - e encontrar os irmãos. Inicialmente irritando Camryn com seu gosto musical - rock clássico - Andrew é um rapaz divertido e espirituoso, e, é claro, depois que ele defende Camryn de um pervertido, os dois desenvolvem uma amizade e Andrew convence Camryn a seguir viagem com ele, de carro, depois que os dois chegam à cidade onde o pai de Andrew está internado.

A viagem dos dois passa por paisagens americanas clássicas, como o Texas e Nova Orleans, mas poderia ser uma viagem para qualquer lugar do Brasil. Quem já viajou bastante sabe que chega uma hora em que as paisagens parecem sempre iguais - montanhas, mato, animais pastando, carretas na estrada - e nos identificamos com os questionamentos de Camryn e as amarras que ainda a prendem a uma vida de mágoa, sofrimento e ausência de emoções positivas.

Ao contrário de Camryn, Andrew não tem papas na língua. Ele é viajado, ele conhece diversos tipos de pessoas, ele tem aquele ar descolado e sensual. Mas Andrew também tem seus problemas. Criado por um pai extremamente machista, que não permite que os filhos chorem, que não é dado a abraços e elogios, Andrew traz suas sequelas bem escondidas. E é na estrada que Andrew e Camryn descobrirão as sequelas um do outro e tentarão se livrar do peso que todos nós trazemos nas costas, uma hora ou outra da vida.

Com uma "trilha sonora" incrível - Rolling Stones, Aerosmith, Kansas, Journey, The Civil War (que eu particularmente achei maravilhoso), Eagles e seu "Hotel California" em uma cena hilária, Bad Company entre outros mais, o livro é realmente uma viagem, não só física, como também emocional.

Camryn percebe a mudança que Andrew causa dentro dela e tenta lutar contra este sentimento, já que jurou nunca mais se apaixonar desde a morte do namorado, há cerca de um ano; porém, ao lado de Andrew, em uma incrível jornada pelas estradas americanas, ela explora os próprios limites e vivencia novas e intensas experiências. Os dois trocam confidências, segredos, risadas, angústias e conversam sobre seus sonhos. Andrew também tenta resistir, motivado pelos próprios segredos. 

Narrado em capítulos que alternam as vozes de Andrew e Camryn, Entre O Agora e O Nunca é uma história de amor e sexo, na qual os personagens testam seus limites, exploram seus desejos e buscam o caminho que os levará à felicidade.


A narrativa é gostosa  de ler, sem muitos altos e baixos. Andrew é um fofo,carinhoso, carismático e Camryn não é um protagonista chata, é descolada, centrada, mas de vez em quando adora umas loucuras. Outra coisa legal são as referências musicais .

O segundo livro, The Edge of Always (provavelmente, se a editora não fizer nenhuma mudança, "Entre o Agora e o Sempre"), 




BOA LEITURA...

10 agosto 2013

Belle


Londres, 1910. Belle, de 15 anos, viveu em um bordel  por toda sua vida, sem saber o que acontecia nos quartos do andar de cima. Mas sua inocência é estilhaçada quando vê o assassinato de uma das garotas e, depois, pega das ruas pelo assassino para ser vendida em Paris. Sem poder ser dona de seu próprio destino, Belle é forçada a cruzar o mundo até a sensual Nova Orleans onde ela atinge a maioridade e aprende a aproveitar a vida como cortesã. A saudade de casa — e o conhecimento de que seu status como garota de ouro não durará muito — a leva a sair de sua gaiola de ouro. Mas Belle percebe que escapar é mais difícil do que imaginou, pois sua vida inclui homens desesperados que imploram por sua atenção. Espirituosa e cheia de desenvoltura, ela tem uma longa e perigosa jornada pela frente. A coragem será suficiente para sustentá-la? Ela poderá voltar para sua família e amigos e encontrar uma chance para a felicidade? A autora, Lesley Pearse criou em Belle a heroína de nossos tempos: uma mulher forte que luta por seus direitos em um mundo perigoso. 

Mais que um simples livro, Belle é uma verdadeira obra prima. Emocionante, perfeitamente escrito e com uma carga emocional impressionante, 

Belle é uma linda e inocente menina, que vive em uma casa ''normal'', com uma vida comum e pacata.  O que ela não sabia, era que sua mãe administrava um bordel, e que sua casa era esse bordel.

Inocente, Belle em um dos seus passeios matinais, acaba por conhecer Jimmy, um garoto que vai morar próximo a sua casa. Nasce então uma amizade pura, singela e verdadeira que acaba por aproxima-los.

Belle acaba adormecendo num dos quartos doas meninas do bordeu e acaba descobrindo da pior forma possível tudo o que acontecia em sua casa.

Imagine uma menina inocente – sem nem ao menos saber o significado da palavra prostituta – presenciar uma cena de sexo violento?! E mais, ao final ver o assassinato da prostituta?

Sua vida estaria prestes a mudar a partir do momento em que o assassino, após manter relações sexuais com a prostituta, matá-la, e descobrir que Belle estava debaixo da cama, vendo e ouvindo tudo.
A única saída foi sequestrar a inocente garota. Pior, vendê-la e obriga-la a entrar em um mercado desconhecido e a princípio repugnante para ela: a prostituição.

Não é uma leitura leve, tem cenas fortes que te deixam indignado e te fazem pensar a que ponto o ser humano é capaz para tentar esconder algo de errado que fez, ou pelo simples prazer de estar nadando em grana, mesmo que para isso seja preciso destruiu a vida de pessoas inocentes.

O livro apresenta duas linhas paralelas de uma mesma história e com um mesmo propósito. Enquanto nos é narrado a história de Belle, viajando pelo mundo, sendo jogada de país em país, também conhecemos o outro lado. O lado onde todos os seus conhecidos estão desesperados em uma busca frenética em Londres para acha-la; O lado onde o seu amigo Jimmy era o mais ávido e decido a encontra-la, nem que para isso sua vida estivesse em jogo. Ele percebeu-se apaixonado.

Acho que a frase que vem acompanhada ao título do livro: ‘É preciso coragem para perder a inocência’, resume muito bem tudo o que é proposto. Belle teria coragem para perder a inocência?!

A narrativa é ótima, sem pressa, e como disse, o livro é  detalhadamente escrito, sem ser cansativo. Deixa o leitor ávido para descobrir o que vai acontecer na página seguinte.

Belle tem continuação e segundo livro é Entre o Amor e a Paixão.

BOA LEITURA!!!

04 agosto 2013


De John Green, A culpa é das estrelas, narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas. Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar.

Hazel Grace é uma garota com câncer que sofre diariamente com isso. Sair de casa com um cilindro de oxigênio não é pra qualquer um, e qualquer cansaço parece dez vezes pior devido ao câncer ser em seus pulmões.
Ela insiste em ficar em casa assistindo tv, mas a mãe dela não queria que a filha ficasse daquele jeito, trancada em casa. Convenceu Hazel a ir para um grupo de apoio para jovens com câncer. Porém, a chata e entediante reunião foi uma surpresa, pois dessa vez ela conhece Augustus, um garoto que sofreu de um câncer e perdeu uma perna.

Logo, porém aos poucos, eles acabam se apaixonando e se tornando melhores amigos. Um entende o outro em seus problemas, e acabam se dando apoio. A partir disso, esses dois vão correr atrás dos sonhos que poderão preencher as páginas em branco de suas vidas.



Hazel é fã de um livro chamado "Uma Aflição Imperial", e já leu várias vezes. Ela até leria a lista de compras do autor desse livro se estivesse em suas mãos. De suas diversas cartas a ele, nenhuma foi respondida.


Mas, com a ajuda de Augustus, ela consegue ir até Amsterdam para conhecer o amado autor.
Na volta, Gus começa a ficar mal, e Hazel tem que apoia-lo e também ser apoiada por ele. Será que ela conseguirá suportar tudo?

Um romance leve com uma pitada de humor negro. 

BOA LEITURA ...

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