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02 julho 2014

O Dia do Curinga




"Você já pensou que num baralho existem muitas cartas de copas e de ouros, outras tantas de espadas e de paus, mas que existe apenas um curinga?", pergunta à sua mãe certa vez a jovem protagonista de O mundo de Sofia.
Esse é o ponto de partida deste outro livro de Jostein Gaarder, a história de um garoto chamado Hans-Thomas e seu pai, que cruzam a Europa, da Noruega à Grécia, à procura da mulher que os deixou oito anos antes. No meio da viagem, um livro misterioso desencadeia uma narrativa paralela, em que mitos gregos, maldições de família, náufragos e cartas de baralho que ganham vida transformam a viagem de Hans-Thomas numa autêntica iniciação à busca do conhecimento - ou à filosofia.
O Dia do Curinga é a história de muitas viagens fantásticas que se entrelaçam numa viagem única e ainda mais fantástica - e que só pode ser feita por um grande aventureiro: o leitor.

Jostein Gaarder é um escritor renomado e ganhou destaque com sua obra “O mundo de Sofia”. No entanto, seu talento não se restringe a esse romance, valendo a pena ampliar o rol para outros exemplares de sua obra. “O dia do curinga” é um livro intrigante, que desperta sentimentos, questionamentos e nos faz divagar em máximas que sempre estão presentes nas obras de Gaarder: doses de filosofia, metafísica e aventuras.

O livro conta a história de Hans-Thomas, um garoto de 12 anos que viaja com seu pai da Noruega com destino à Grécia,  em uma busca apaixonante e apaixonada:  trazer sua mãe de volta pra casa - encontrar a mesma mulher que havia desaparecido um dia com o intuito de se encontrar.
A jornada não é nada fácil, é complexa, repleta de subjetividades e descobertas. O pano de fundo é o baralho, em uma metáfora que se funde com a história de Hans-Thomas e  de seu pai. O livro é dividido em  52 capítulos e cada um deles representa uma número e um naipe. Seu pai, por sua vez, é colecionador de curingas, figura intrigante em um conjunto de cartas que se conjugam:
O pai de Hans-Thomas, nos diálogos que estabelece com seu filho, demonstra que se trata de um filósofo por natureza: um curinga que não se contenta em viver a vida sem entendê-la, sem analisá-la e sem tentar tirar o melhor dela. Em discussões e lições, Hans-Thomas aprende sobre o mundo, sobre os seres humanos, sobre a vida e sobre si mesmo. Uma viagem inesquecível para quem se sente uma carta fora do baralho.










Boa Leitura...

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